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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Festas!


Queridos,

o fim de ano chegou e é hora de curtir a família, trocar presentes e, claro, descansar. Como filhas de Deus, vamos viajar por aí e dar uma pausa rápida no blog! Morram de saudades, pois nós, com certeza, morreremos! Mas na primeira semana de janeiro estamos de volta! Beijão, Feliz Natal e uma ótima virada!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O parto do anúncio!

Eu já disse aqui que fim de namoro é um saco. Não só pelo drama do término, que muitas vezes já rende um belo roteiro de novela mexicana. O que eu mais detesto é ter que contar para zilhões de pessoas, me explicar, tirar eventuais dúvidas, quando o que você mais quer é ficar quieta, chorar e superar a coisa toda. O mais insano é que sempre tem alguém que não acredita na versão original e começa a confabular sobre os verdadeiros motivos para o término. E aí aparecem sugestões de traições mirabolantes, teorias conspiratórias, o diabo a quatro! E você, doída, ainda tem que ouvir as barbaridades todas.

Pelo contrário, contar que você está namorando é MARAVILHOSO! Principalmente, para a família e os amigos!! É uma delícia compartilhar essa alegria sem fim com quem se ama! Confesso que também me divirto horrores ao contar para aquelas falsas colegas, megainvejosas, só para vê-las se curvar na cadeira de tanta raiva! :) (E a primeira reação delas, depois de se agacharem de ódio, é correr para o orkut do seu namô só para saber mais detalhes da vida dele! Munem-se de informação para te detonar em público, mas, por dentro, estão é ardendo de inveja!)

Apesar do assunto ser um mar de rosas, ele tem um lado ruim (como não poderia deixar de ser. Sempre tem alguma coisa chata em tudo! Saco!): contar pra ex-paqueras ou pra aquele cara que gosta de você de verdade. Putz, é horrível. Não sei se sou só eu, mas eu morro de medo de soar arrogante, pedante, metida, do tipo: “Me arranjei. Fica pra próxima! Ráaaaaaaa”.

É por isso que a estratégia para contar é digna de filmes hollywoodianos. Nessas horas, quem mais sofre é a melhor amiga, invadida por suas infinitas dúvidas e perguntas sobre a melhor forma de revelar a novidade!

Obviamente, você não vai ligar para o cara. Imagina o mico, o climão? “Oi! Tudo bem? Eu tô ótima! No trabalho, tá tudo tranquilo. Sem novidades. E vc? Legal, massa. Hum... tô namorando, sabia? (Cri, cri, cri, cri...)... Então tá, querido. Depois a gente se fala”. MEO DEOS! Não rola, não dá.

Mandar SMS então, tô fora. É pouco espaço para contar uma coisa tão delicada e tudo o que for escrito pode ser usado contra você mais tarde – por exemplo, caso seu lindo namoro naufrague e você volta pra o mundo da solteirice.

E-mail é menos pior, pois você tem mais espaço para se explicar, mas, ainda assim, essa coisa de escrever não tá com nada. Porque quando você coloca num papel tudo o que pensa e sente, aquilo fica marcado, gravado, pra todo o sempre. O cara, noiado, começa a ler aquilo mil vezes, o que aumenta a chance dele ficar ressentido com a forma como as coisas foram ditas. E aí ele pode passar a te odiar de uma forma louca, remoendo suas palavras diariamente. (Aliás, já passei por uma dessas e a resposta do cara, cheia de ódio e maldade, foi um dos mais duros ataques que sofri em toda minha vida, de tão rancoroso e agressivo que era.)

Bom, só sobra o velho e tradicional encontro cara a cara. Que, honestamente, é o melhor, o mais digno. Só que tem o constrangimento de você MOSTRAR a notícia e não exatamente contá-la. O ex te vê com o atual, de mãos dadas, abraçados ou aos beijos. E aí, não tem mais sobre o que conversar. Fica aquele climão, rolam uns sorrisos amarelos, um leve balançar de cabeça dos dois lados e, bem, a vida segue. Você até sente de vontade de pedir desculpas por as coisas terem se revelado assim, mas...

O pior é quando o cara depois te procura para armar um barraco, tirar satisfação ou, orgulhoso, fazer piadinha sobre o tema (quando está visivelmente abalado). Conclusão: só dá merda!

Sendo assim, imploro por ajuda: alguém tem um bom conselho sobre como contar sobre o novo namorado e não passar por metida ou insensível? Garotos, podem me ajudar dizendo como gostariam de serem informados! Rs!

By Mari Abreu

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Eu quero a morena de jeans

Havia um monte de seguranças logo na entrada. Um número bem acima da média das boates que Paulinha frequentava. Só que eles não eram mal-encarados. “Menos mal”, pensou ela, que detesta gente tosca. Quando abriram a porta, ela viu um salão amplo, comprido e, curiosamente, todo carpetado. Ao fundo, um palco e uma cortina vermelha, com o DJ do lado direito. “Mas que diabos de boate é esta? Hum... Vai ver que, mais tarde, rola um showzinho ao vivo”, pensou consigo, otimista. Afinal, aquele era seu terceiro encontro com Pablo. Por isso, ela não queria começar a noite reclamando e estragar tudo (o que poderia ser fatal para o futuro do relacionamento, principalmente porque está muito difícil desencalhar!).

Eles se sentaram para tomar um drinque. Enquanto conversavam, Paulinha não conseguiu deixar de olhar para os lados. A música tocava e só as mulheres dançavam. Até então, nada de mais. Afinal, nós, mulheres, sempre inauguramos a pista mesmo! Mas essas mulheres não eram garotas comuns. Elas usavam roupas muito curtas, muito coladas e muito decotadas (uma combinação fatal para qualquer mulher no Planeta. A não ser que você seja a Gisele Bündchen). “Ou elas fazem parte de alguma seita ou tem alguma coisa errada aqui”, pensou Paulinha, mas resolveu voltar sua atenção para Pablo, afinal desencalhar era o mais importante naquele momento.

Alguns minutos depois, precisou ir ao banheiro. Chegando lá, se deparou com duas mãos cheias de mulheres fofocando, rindo, retocando maquiagem. “É, tudo normal. Só absurdamente lotado de piriguetes, mas, beleza”, disse para si. Foi aí que ela tomou um primeiro susto. Um cara, do nada, apareceu no banheiro feminino (que nem porta tinha) e pediu às ocupantes das casinhas que se retirassem, para que Paulinha pudesse se aliviar. “Não precisa”, Paulinha se apressou em dizer ao tal moço. Mas ele insistiu. E aí uma portinha se abriu e a garota disse: “Você se importa de fazer xixi enquanto eu me troco”? Branca de vergonha, Paulinha concordou com a proposta inusitada, sem saber no que se metera.

Conversa vai, conversa vem, a moçoila pergunta: “Você é cliente? Acho que te vi aqui na semana passada”! “Cli-cli-cli-en-te?????????? Como assim???” E foi então que Paulinha entendeu tudo! Meu Deus, Pablo a havia levado a um puteiro!!!! Que espécie de terceiro encontro é esse? Que modernidade é essa? Quem ele pensa que ela é? Sentindo-se insultada, Paulinha subiu as escadas marchando de raiva e foi puxando Pablo pelo braço: “Vamos embora agora! Como você ousa me trazer a um puteiro, meu Deus”??? Pablo riu e disse: “Relaxa, gata. É só porque aqui temos mais privacidade”.

Gentem!!!!!!! Quer privacidade? Mora sozinho, aluga um flat ou, pelo menos, pague a porcaria do motel!!!! Mas um puteiro??

Só que não houve forma de convencer o moço e, como ela estava de carona (e desesperada para desencalhar), ficou por ali, com a garantia de que permaneceriam por mais alguns minutos (“no máximo uma hora, Paulinha, vai?”), até ele terminar sua cerveja. Mas a bebida fez efeito e foi Pablo quem precisou ir ao banheiro. “Volta logo”, gritou Paulinha, enquanto bolava planos diabólicos para eliminar aquela bebida toda. E aí foi que ela tomou o segundo susto da noite.

“Oi, coisa linda. Não vai embora não. Senta aqui com a gente!”, disse o vizinho de mesa e os amigos dele abriram um sorriso. “Não, obrigada. Estou acompanhada”, respondeu ela, apressada. Mas Pablo demorou e os vizinhos mexeram com ela novamente. “Vem pra cá, vem! A gente cuida de você melhor do que esse cara aí.” Paulinha deu seu sorriso mais amarelo e se afundou na cadeira.

Quando Pablo voltou, ela contou o episódio. “Está vendo? Por isso, é melhor sairmos daqui. Alguém vai tentar me agarrar! Eu não sou garota de programa!!”. Pablo sorriu e bebericou mais um pouco de cerveja. “Relaxa, gata. Nós já vamos.” Só que esse foi o JÁ mais furado do milênio. O tempo passava, Paulinha emudecia, e nada de Pablo abandonar o barco.

Com o passar do tempo, as performances das moças começaram a rolar. No palco, havia uma daquelas barras de pole dance, que Paulinha não tinha notado, ao entrar. Moças atrás de moças se agarravam ao mastro, com as lingeries mais bregas, dançando vulgarmente em meio a um monte de fumaça e luzes vermelhas que saíam do teto, enquanto se despiam e deixavam à mostra o que já estava óbvio desde o início com aqueles pretextos de roupa (mas, ainda assim, os homens babavam e se agitavam em suas cadeiras).

Desesperada e sem qualquer reputação a zelar, Paulinha partiu para o desespero. Virou toda a cerveja em sua boca, correndo, para sair dali o mais rápido possível. Só que, na pressa, ela se babou inteira e precisou ir ao banheiro, limpar a sujeirada. Quando chegou lá, susto número três. Um cara a segurou pelo braço. “Ei. Posso te perguntar uma coisa?” Ela revirou os olhos, sem paciência, mas respondeu: “Sim, pode”. “Eu queria saber se você trabalha na casa.” “Não, não trabalho. Licença.” Enquanto corria para o banheiro, ela começou a pensar o que seria da sua vida de agora em diante. Afinal, se ela foi confundida com uma coleguinha é porque algo de vulgar ela tinha. “Será que é minha roupa? Meu cabelo? O meu jeito de andar? Meu cheiro? Ahhhhhhhhhhhhhhhhh!”. Com lágrimas nos olhos, se atirou na privada, enquanto se esforçava para recuperar a cara de boa moça (se é que ela tinha essa cara).

E foi quando a coisa afundou de vez. Uma moça entrou no banheiro. “Fulana, você está de calça jeans?” “Não, não. Por quê?” “Tem um cara aqui fora querendo me levar pra casa junto com uma morena de jeans! Eu pensei que fosse você.” Quando Paulinha abriu a porta, eis a supresa. A moça olhou para ela e disse: “Ah, achei. É você quem ele quer levar pra casa”. “Ora, mas que absurdo”, pensou Paulinha. “Ele jamais poderia pagar meu preço! Peraí!! EU tenho preço???? Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh” Louca da vida, Paulinha subiu as escadas correndo, puxou Pablo pela gola e disse: “Vamos embora, a-go-ra”!!!! Ele riu e ela fez o que jamais imaginou que pudesse fazer (talvez essa tenha sido a maior loucura de toda sua vida): se contentar com a solteirice!

“Olha aqui, seu tarado sem noção. Vai se pho-der! Depois disso aqui, prefiro ficar encalhada! E não pense que é o único que sabe como se divertir!” Ela se virou, caçou o cara que tinha feito a proposta do ménage e partiu com ele e a coleguinha loira para uma noite de verdadeira diversão, sem joguinhos ou falsas promessas.

By Mari Abreu

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Surpresa é pouco

Tom estava apaixonado por Helen, mas de um jeito tão avassalador que sua vida girava em torno dela. No trabalho, na rua, em casa, nas férias. Não importa onde estava, Tom sempre pensava em Helen. Como romântico inveterado, ele também fazia mil coisas para agradá-la – o possível e o inimaginável. Todo dia, ela recebia um bilhetinho, um bombom, um agrado. Em um dos aniversários de Helen, ela recebeu mais presentes de Tom do que do restante de seus amigos e familiares junto. Um amor nunca antes visto na história desse País.

Só que Helen nunca sentiu o mesmo por ele. Ela gostava de tê-lo como amigo, mas só como amigo. E, durante as várias investidas de Tom, tratou de conversar com ele sobre o assunto e explicar-lhe que não poderiam ficar juntos. De nada adiantava. Tom continuava investindo, ultraapaixonado.

Até que um belo dia, depois de mais de um ano de tentativas frustradas, Tom disse a Helen: “Preciso de um tempo. Não quero me afastar de você, mas não vejo outra maneira. Precisamos ficar sem nos falar, para que eu possa superar esse amor, porque me dói demais te ver e não te ter”. Helen ficou sentida por terem que cortar toda e qualquer comunicação, mas decidiu ser compreensiva com o amigo e atendeu a seu pedido.

Logo no dia seguinte, os dois se encontraram, e Helen, tentando se manter fiel à promessa da noite anterior, cumprimentou-o com um protocolar “oi”. Foi o suficiente para que uma silenciosa e definitiva crise estourasse. Tom ficou decepcionado, indignado, arrasado com a atitude de Helen. Aparentemente, ele esperava que eles não se falassem em outras situações (como ficar horas ao telefone, sair para lanchar...), mas quando se encontrassem assim, na rua, poderiam passar dos cumprimentos formais. Mas como Helen deveria supor tal coisa? Para ela, o pedido foi claro: cortar qualquer forma de comunicação. Mas a coisa desandou feio...

Tom não falou mais com Helen, em situação nenhuma. Nem mesmo os protocolares “oi” e “tchau”, socialmente convenientes. Nada. Helen, que até então não sabia da chateação de Tom, foi tocando sua vida, imaginando estar fazendo a coisa certa ao respeitar o espaço pedido pelo amigo. Só bem depois é que ficou sabendo, por uma amiga, por que ele estava tão distante. Helen, claro, ficou chocada. Afinal, ela se afastara a pedido dele. E jamais imaginou que havia tantos detalhes e tantas minúcias implícitos naquela simples frase “preciso de um tempo”.

O mais bizarro de tudo é que Tom não se afastou das pessoas mau caráter, dos traíras e pilantras do trabalho, que tanta dor de cabeça lhe provocavam. Mas se afastou de Helen, seu amor. Ele não deixou de falar, tratar bem e manter o jogo de cintura social (ainda que fingido) com pessoas que tinham armado as piores sacanagens pra cima dele e de outros colegas. Mas com Helen jogou duro e a colocou no freezer para sempre.

E isso, meus caros, me deixa absurdamente indignada. Quer dizer que é isso? Devemos tratar com doçura aqueles que nos tratam mal e dar um gelo eterno em quem nos provoca as melhores sensações do mundo? É disso que se trata essa vida?

Honestamente, vendo a história de Helen, me revoltei. Eu espero muito mais das pessoas! Claro que me esforço para ser compreensiva com quem me inveja, espero poder perdoar muitas coisas nas próximas décadas, mas meu amor irrestrito definitivamente vai para aqueles que me amam e me tratam bem. Por que agradar e ser afável com os mau caráter e deixar no limbo pessoas do bem, que me trazem recompensas emocionais que o dinheiro jamais será capaz de proporcionar? I-nex-pli-cá-vel.

É por isso que jamais vou entender a raça humana.

By Mari Abreu

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A saga

- Amiga, tem um menino aqui, assessor de um conselheiro, que é uma coisa de lindinho. Acabei de cumprimentá-lo no corredor. Ele tá cheiroso demais! Socorro!!!
- hauhauahauhau Agarra, agarra, agarra o “lindinho cheiroso”!
- kakaka E hoje ele tá de calça jeans e camiseta. Jesussssssssssssssss! Consegui ver o fit body dele! ai ai ai Eu morroooooooooooooooo!
- Agarraaaaaaaaaaaaaaaa!
- ai ai... PRECISO de um homem pra chamar de meu. Com urgência!
- hehehehe
- Por que não tenta com ele?
- Ele quem?
- O “lindinho cheiroso”!
- kakakakaka Porque não vejo a menor chance e nem imagino situações em que pudéssemos nos aproximar.
- Você fala só um ‘oi’ básico com ele?
- É... A maior conversa que tivemos foi quando nos conhecemos, em um evento. Mas foi só isso...
- Entendi. Bom, mas podíamos dar um jeito de chamá-lo pra balada. Ver alguém conhecido dele. Se quiser, eu convido. Dou um jeito. E a gente sai na sexta.
- hahahaha Maluquinha!
- Por quê?
- "Se quiser, eu convido". Como, doidinha?
- Me dá o telefone dele. O nome dele no Facebook.
- hahahahaha Só sei o primeiro nome dele e pra qual conselheiro ele trabalha.
- Mas conseguimos descobrir o resto, não? Deixa eu olhar na internet. Passa aí!
- Fulano (e nem tenho certeza), assessor do conselheiro Cicrano.
- Achei aqui na internet o telefone. Ligandoooooo!
- Eita poxa!

SILÊNCIO...

- Me liga aqui! Me liga aqui!

Liguei.

- Fala, maluqinha. O que você fez?
- kakakakakkakakakakakakakkakakakakakaka Desliguei na cara de um assessor do Cicrano.
- Como assim???
- Perguntei se o Fulano trabalhava lá e ele disse que não tinha ninguém com esse nome, aí começou a ficar desconfiado e a fazer um monte de pergunta. E eu desliguei. kakakakkakakakakakakaka
- Maluca!!!
- kakakakakakakkaakakkakaka Descobre o nome certo do “lindinho cheiroso”. Vamos agilizar isso aí!
- kakakakakaka Tá bom, maluquinha!

Não, nós não temos 15 anos. “Somente” o dobro dessa idade adolescente. Mas é tão bom fazer umas loucuras assim de vez em quando! :P

By Ana Fabre

terça-feira, 30 de novembro de 2010

E ele disse...

"O que é clitóris"?, perguntou Tomás. Eu logo respondi, abrindo um leve sorriso: "Você quis dizer ONDE fica o clitóris, não? Olha, não precisa ficar envergonhado por isso. Essa é uma dúvida relativamente comum, sabe?"... "Não, não", ele me interrompeu. "Eu queria saber O QUE É clitóris mesmo. Eu nunca ouvi falar disso. Nem sei do que se trata. Tem alguma relação com sexo?" E foi aí que eu morri.

Lembro-me de vê-lo continuar a conversa, mas as coisas pareciam estar em câmera lenta. Sua boca mexia, só que eu já não ouvia nada. Tudo começou a ficar escuro e sem sentido. O rosto dele começou a rodar, como se estivesse sendo sugado pelo ralo da pia e eu juro ter visto uma luz branca atrás dele, me chamando. Quando estava para apagar, ele me sacudiu: "Ei, o que você tá fazendo?? Acorda! Vai ou não vai me contar o que é esse tal de clitóris"?

Eu precisei de uns 15 minutos para me recuperar. Honestamente, fiquei pensando o que e como responder. Afinal, o clitóris é simplesmente O órgão sexual feminino do prazer, homólogo ao pênis. Só isso. E o cara não faz a mínima ideia do que estou falando. Pior. Se eu contar a ele, toda a vida sexual dele se resumirá a um grande nada. Ele verá que jamais fez uma mulher feliz, que desconhece como dar prazer às mulheres e se matará. E eu não tenho o direito de estragar as ínfimas lembranças sexuais felizes do rapaz. Muito menos de dar-lhe motivos para o suicídio.

Decidi que simplesmente não poderia ajudá-lo nessa. Sei, sou uma péssima amiga! Mas se nenhum macho-alfa, programa de TV ou google da vida solucionou a charada, não serei eu a dar as más (péssimas!) notícias ao cara.

Sendo assim, inventei uma desculpa qualquer. Fugi do assunto na maior cara dura. Dane-se!

Mas não pude evitar morrer de pena do cara. Coitado!!! Como assim "o que é o clitóris"?

É, amigas minhas, mais vale um cafajeste informado na mão do que dois partidaços ignorantes voando.

By Mari Abreu

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Cuma?

Tomás tem tudo para ser um megapegador. A começar pelo seu caráter. O cara é honesto, trabalhador, educado, gente boa, respeitoso... Ou seja, um cara de princípios mesmo! Depois, ele é bonito e sarado (uma combinação difícil de achar hoje em dia). Mas não é um sarado negativo, musculoso em excesso. Ele é definido, trabalhado. Em um mundo onde tanta gente liga para o físico, ele passa com nota alta e ainda sobra beleza para emprestar para alguém menos favorecido (quem não faz questão de cara bonito e/ou sarado, considere o atributo como um bônus divino)! Terceiro: ele tem uma boa condição de vida. Mora em um apê legal, dirige um carro muito bacana, viaja bastante (para quem adora sair por aí explorando o mundo, ele seguramente é um bom companheiro!)... Quarto e não menos importante: ele tem um certo ar misterioso, daquele jeito que muita mulher adoraaaaaa! Não é o cara que entrega tudo de cara, mas também não é o Muro das Lamentações, que só ouve, ouve, ouve, mas permanece ali, sólido e invencível. Em resumo, o cara é bom partido (e também ótima opção para quem só quer aquele lance de balada).

Só que acontece que Tomás não pega ninguém. Para não dizer que não pega ninguém, ele, de vez em quando, comenta que conheceu uma menina. Mas é MUITO de vez em quando mesmo. Tipo: uma vez a cada cinco anos. Pelo que me lembre, teve duas namoradas: da primeira, ele gostou de verdade; já da segunda... (deve ser por isso que o namoro mal durou). Mas não é só isso. O cara também mal transa, mal carca as menininhas, mal desanuvia a tensão acompanhado!

Olhando para Tomás, é impossível não se perguntar o que há de errado com ele. Porque ele claramente não fez uma opção de vida por ficar sozinho, pegar zero pessoas, comer ar ou namorar só em casos extremos. Ele quer conhecer meninas, ficar, transar, namorar... mas a coisa não flui. E isso sempre me matou de curiosidade! Até que um dia...

Durante uma conversa sobre relacionamentos, ficadas, tesão, amor, e, mais especificamente, o prazer feminino, Tomás me fez uma pergunta que me derrubou da cadeira; uma pergunta inacreditável para alguém com mais de 18 anos de idade (quer dizer, hoje em dia, com internet e todo mundo ficando “maduro” tão rápido, daria para baixar essa idade para uns 10 anos, seguramente!). A dúvida dele, que saiu com imensa naturalidade, me tirou o ar, paralisou meu sangue, deteve meu cérebro... Eu, automaticamente, pensei: “Ele está brincando, me sacaneando, gozando com a minha cara! É impossível que um cara desses, nessa idade, com esse perfil, cheio de amigos machos pra caramba, não saiba isso! Meu Deus, em que planeta Tomás vive? Em que planeta??????????????????????? Mesmo que ele não tenha passado o rodo, essa é uma informação que se acha no Google, sobre a qual as pessoas conversam/comentam! Como assim?????????????”

E aí? Qual era a dúvida de Tomás? Postem suas sugestões!!! Semana que vem, a resposta!

By Mari Abreu

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Jamais subestime uma mulher

O marido chega em casa às 18h e diz à mulher que tem uma reunião às 22h, mas que decidiu não ir, pois considera isso um absurdo. Só que a mulher, preocupada com o marido, o convence de que o trabalho é importante.

O maridão esperto então vai tomar um banho para se preparar e pensa: 'Foi mais fácil do que eu pensava!' Como toda mulher, quando o homem entra no banho, ela revista o bolso do paletó. E não é que ela encontra um bilhete? No papel, as seguintes palavras: 'Amor,estou esperando por você para comermos um pato ao molho branco. Beijão, Sheila'.

Quando o marido sai do banho encontra sua mulher com uma camisolinha transparente, sem calcinha, toda fogosa, deitada de bruços. O marido, ao ver aquela bundinha sob a transparência, não resiste e cai matando. A mulher lhe dá um trato completo, e ele, exausto, vira pro lado e adormece. Quando vai chegando a hora, a mulher acorda o marido, que não quer mais ir à reunião, mas ela o convence da importância do trabalho.

Ao chegar à casa da amante, o cara está arrasado. Cansado, diz a ela que hoje trabalhou muito e que só iria tomar um banho e descansar um pouco. Como toda mulher, ao entrar no banho ela revista o bolso de seu paletó. E não é que ela encontra um bilhete? No papel, as seguintes palavras: 'Querida Sheila, o pato foi, mas o molho branco ficou todo aqui. Beijão, A Esposa.'

* Texto tirado da internet

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para bom entendedor, meia palavra basta

“Precisamos conversar”, disse Pedro a Débora. Ela, claro, quis logo saber o assunto, até para se preparar para o que viria. Convenhamos. É horrível ouvir de alguém que precisam conversar, mas não fazer ideia do porquê. Mas, ele se negou a dar qualquer detalhe.

Eles marcaram um dia, no horário do almoço.

Atarefada, Débora nem parou pra pensar muito no assunto. Quando menos esperava, o dia chegou. “Vamos almoçar”, perguntou Pedro. Mas ela tinha acabado de comer. “Então, vamos só conversar”, disse ele, impaciente. Débora ficou ainda mais confusa. O que será que teria acontecido para deixá-lo assim tão irritadiço?

A conversa começou e ele foi logo dizendo: “Fiquei sabendo que você saiu por aí falando que eu era apaixonado por você, uma paixão platônica, e que NUNCA nada rolaria entre nós”. Débora quase caiu pra trás! “Quem te disse isso? E, aliás, por que você acreditou?” Afinal, eles já tinham ficado várias vezes. Só por esse simples motivo, a história da tal pessoa já tinha perdido toda e qualquer credibilidade.

O que mais a intrigou, no entanto, foi saber que Pedro tinha ouvido essa história há meses, mas só agora decidiu abrir o verbo. E não dá para dizer que a demora em conversar sobre o tema tinha a ver com o fato de ser algo irrelevante. Obviamente, aquilo mexia com ele, profundamente, mesmo após dezenas de tentativas fracassadas de largar o assunto pra lá.

Por que agora? Por que não antes? Débora nem precisou procurar muito para conseguir as respostas que queria. Ela, rapidamente, sacou o que acontecia. Riu por dentro. E fez o que deveria ser feito. Com muito jeitinho, tratou de acalmá-lo.

O grande tchan dessa história é que eles não ficavam há meses (por isso, o estranhamento de Débora ao ouvir a frase “precisamos conversar”). Para completar, ele estava namorando e se dizia “a pessoa mais feliz e abençoada da face da Terra” (fazia questão de colocar a tal frase em todas as redes sociais possíveis e imagináveis).

Assim que ele percebeu que ela tinha sacado tudo, correu para se defender: “Só queria tirar isso a limpo!! Afinal, gostei pra caracas de você. O sentimento mais puro do mundo. Mas é absolutamente óbvio e evidente que não sinto mais nadica de nada pela senhorita. Estou até namorando, como você bem sabe. E queria que você soubesse que sou a pessoa mais feliz e abençoada da face da Terra. Minha namorada é maravilhosa. Estamos muito bem juntos”!!

“Claro”, disse ela. E gargalhou por dentro.

By Mari Abreu

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Mundo é dos Nets

“Versos em estrela
Estrada em devaneio
Sonhos prometidos
Sonhos pervertidos
Pela janela ou em frente
Ao lago, lua cheia
Versos vêm ao vento
Na fumaça da noite.
Filtro o que se vê
E que o ventre
Adentre o que semeia
Sou mais um cantor
Trovador da conquista, fútil
O fantasma que à soleira canta
Soprando ritos em frestas
Salvaguardando a tempestade,
Sobrevôo a maré cheia
Sorvo o doce e o doce céu
Mel em cadeia frente
À fronte cheia.
Sonho...
E são meus versos em estrela.
E que aguardemos o reencontro...
Obrigado por dias maravilhosos”

Com esse cartão e um buquê de flores, Pedro se despediu de Lorena. Esse foi o “até breve” mais difícil que eles tiveram que dar até então, já que esse foi o primeiro encontro dos dois, após se apaixonarem. Como moram em cidades diferentes, o relacionamento vinha sendo mantido pela internet.

Eles se conheceram por acaso, quando ela foi fazer um favor para o irmão e Pedro era o funcionário designado para atendê-la. Logo rolou um clique (mais especificamente, no momento em que ele beijou a mão dela). Trocaram contatos e, via Orkut e MSN, começaram a se conhecer.

A rotina virtual diária incluía um intercâmbio intenso de poesias autorais (ambos são poetas!) e, como não, o clique inicial ganhou contornos mais definidos. Não dava mais para dizer que aquilo era apenas amizade.

A coisa esquentou tanto que Lorena se organizou para visitá-lo. Mas as coisas não deram certo. Foi aí que ele saiu fugido de Mato Grosso e veio parar em Brasília. Quando se encontraram, faltou tempo e oxigênio para tanto beijo, filme, sushi e champagne. Dormiram juntos, andavam grudados. Ele fez questão de conhecer até mesmo a avó dela.

Na difícil despedida, ela deu a ele um livro de poesia, com a dedicatória: “Entre o meu mundo e o seu mundo, uma ponte: poesia”. E ele, ávido por surpreendê-la, mandou entregar um buquê de flores, afagado pelo cartão com poesia. Parecia coisa de cinema, um amor shakespeariano!

Como não poderia deixar de ser, continuaram a se falar, todos os dias. Só que, uma determinada tarde, ela viu algo que doeu no peito: uma foto dele pegadinho com uma menina. Chateada, perguntou sobre a garota. Ele disse que eles não tinham ficado, o que a deixou aliviada, mas, logo em seguida, veio a facada: “Olha, acho que não fiz nada que permitisse a você acreditar que temos um relacionamento ou que ficaríamos juntos. Eu simplesmente não acredito em namoro à distância”.

Claro. Os 44 dias de internet, as 1.500 mensagens, as poesias e as flores não significaram nada. Aliás, a Lorena é mesmo muito boba por achar que essas coisas teriam algum significado verdadeiro, né? Parece que não conhece as táticas dos homens para conseguirem o que querem... O esquema pós-moderno de paquera parece ser: use todas as armas que puder e dane-se o coração alheio! Vale tudo para garantir diversão pro próximo feriado!

By Mari Abreu (com contribuição importantíssima da Lorena)

* Recado da Lorena para o Pedro: se achar ruim a sua poesia publicada no blog, me avise. Colocamos seu nome completo e uma foto para dar crédito às merdas que você fez (porque a sua poesia também é bem ruim).

terça-feira, 16 de novembro de 2010

10 dicas para fazer sua mulher feliz - Guia para Machos de Respeito

Você não se lembra do aniversário da sua namorada, né? Até sabe, mas o dia que vocês ficaram a primeira vez, nem pensar, né? E o dia que começaram a namorar? Não consegue entender porque sua namorada é insatisfeita com você, mesmo com você fazendo-a gozar em quase todas as vezes que transam? Simplesmente não entram na sua cabeça aquelas reclamações rotineiras do seu casório?

Como resolução de ano novo, então, adote o seguinte objetivo: “Conquistar a minha namorada/esposa de uma vez por todas e fazê-la sorrir aos quatro cantos”. Não sabe como? Seus problemas terminaram, companheiro. O Totalmente-Sem Noção tem o orgulho de apresentar aos leitores o Guia para Fazer sua Mulher Feliz com Poucas Iniciativas.

Mulheres são todas iguais? Sim, são todas sensíveis, instáveis, emotivas, passionais e etc. Não interessa. A mulher mais tosca do mundo ou a mais doce terão essas características em comum. Margareth Thatcher, tenho certeza, era durona, mão-de-ferro, seca, séria e tudo o mais para os britânicos. Talvez agisse assim durante 98% do tempo. Mas quando se deitava à cama com Denis Thatcher, seu marido, certamente revelava o lado doce, instável, sensível, passional...

E é esse lado que precisa ser explorado para fazer sua mulher mais feliz. Óbvio que esse guia não é a salvação da lavoura. Se você for um cavalo na cama e um mamute fora dela, tratando-a sem carinho e amor, nada vai dar certo.

Mas digamos que você vai bem nesses dois quesitos – trata-a com respeito e devora-a na cama como ela bem merece – e ainda assim há certas reclamações. Deve ser porque é um sujeito ausente e meio convencido de que ela está conquistada. Não faz nenhum esforço, né? Pois vamos às dicas do nosso guia.

Primeira coisa e mais importante: pegue uma agenda (se você usa agenda) ou o seu celular. Você precisará anotar umas coisas.

1 – Flores – A última vez que você mandou flores pra ela foi em 1985, depois do primeiro encontro? Idiota. Mulheres amam flores. Uma ou outra tem alergia. Ou talvez não ligue muito. Anote aí na agenda: enviar flores para ela nos dias 23 de fevereiro, 3 de agosto e 25 de novembro. As datas são espaçadas, você não a sufocará com flores e, o melhor: a pegará de surpresa. Mandar flores no dia do aniversário pode deixá-la feliz e contente, mas não a deixará surpresa. Elas adoram surpresas desse tipo. Anote as datas na agenda, imbecil. Você pode trocá-las, mas certifique-se de enviar as flores três vezes ao ano, em datas bem espaçadas.

2 – Eu te amo – Quando você diz a ela que a ama? Na cama? Certo. Antes de desligar o telefone, mecanicamente? Ok. Um vez por mês, quando ela pede? Credo. Então faz assim. Anote aí na agenda ou coloque para despertar no seu celular: uma vez por mês ligue para ela, do nada, no meio da tarde, de preferência quando ela estiver bem ocupada e nem se lembrar que você existe. Ela vai atender afoita, lhe perguntando meio ríspidamente: “O que é, querido? Tô atoladíssima. No meio de uma reunião”. Você responde na lata: “Nada, meu amor. Liguei só pra dizer que te amo e você me faz feliz. Depois nos falamos mais. Beijo grande”. Ela sorrirá o resto do dia. Fará amor com você intensamente naquela noite. Contará pras amigas. Talvez, até para o chefe que estava sentado à frente dela na hora da ligação.

3 – Quero te comer – Ok, vocês se dão bem na cama. Ou não? Não importa. De vez em quando, em vez de ligar pra ela e dizer que a ama, ligue para dizer alguma pornografia ao telefone. “Tô morrendo de vontade de te chupar inteira.” Ela atenderá na frente do chefe ou em algum ambiente formal. Ficará vermelha como um pimentão. Mas sentirá um frio na espinha, um frio na barriga. Terá problemas de concentração ao longo do dia, pensando em você. Anote na agenda ou no celular: uma ligação por mês, de preferência às sextas-feiras, quando poderá realizar a promessa telefônica com mais tranqüilidade à noite.

4 – As datas – Tu é um idiota com datas, né? Lembre-se das datas importantes! Tente arrancar dela o dia da primeira ficada, o dia da primeira transa, o dia que começaram a namorar, o dia do aniversário dela e o dia do aniversário de casamento de vocês. Vá na sua agenda ou celular e anote todas essas datas. Mas, calma, faz assim: anote uma semana antes um aviso. Dois dias antes, outro aviso. Esse último é para você se lembrar de comprar algo pra ela. No aniversário, lógico, um belo presente. Nas datas de namoro ou casamento, reserve um restaurante ou prepare um jantarzinho. Na verdade, não importa. O fundamental é fazer algo no dia. Só você e ela. Nem que seja só um cineminha e um amor gostoso em casa. Não precisa de pirotecnia. Isso é coisa de novela. Mulher gosta é da lembrança. Nas datas do primeiro beijo ou da primeira ficada, faça alguma coisinha. Tipo, deixe um bilhetinho pra ela no café-da-manhã, lembrando a data. Ou mande um email. “Lembra do nosso primeiro beijo? Fazem sete anos e eu ainda amo beijar sua boca.” Não precisa de mais nada. Nem de gastar dinheiro.

5 – Só você e ela – Uma coisa mata as mulheres: a falta de momentos exclusivos para ela. Reserve um diazinho no mês – um só – para ficar exclusivamente com ela. Um sábado inteiro. Vá com ela ao shopping, opine no vestido que ela vai comprar, compre uma coisinha pra ela. À noite, faça amor com ela longa e despreocupadamente. Não ligue a tevê. Não atenda ao telefone. Aliás, desligue-o. Exclusividade total. Anote aí: uma vez no mês. Ou uma vez por bimestre. Vale deixar o futebol uma tardezinha.

6 – Os pais – Você não liga muito para o seu sogro, né? Sua sogra é meio xarope? Não importa. Não precisa falar mal deles para sua mulher. Uma crítica aos pais só é bem-vinda se você se dá muito bem com eles e ganha a prerrogativa de uma criticazinha. Há bilhões de anos as mulheres são o berço familiar. Elas se desenvolveram com habilidades para construírem uma família harmoniosa. Se a sua está rachada porque você não se dá bem com os sogros, ela vai ficar sempre com uma pontinha ruim lá no fundo. Seja político. Trate-os amigavelmente. Dê presentes no dia de seus aniversários. Converse sobre negócios e política com o sogrão. Elogie os quadros e as flores da sogra. Não custa nada. Não é por eles. É pela mulher que está ao seu lado, seu idiota.

7 – Habilidades – Aprenda algumas coisas para agradar sua esposa. Não precisa de muita coisa. Saber cozinhar já é uma ótima. Não precisa saber fazer uma feijoada para trinta pessoas. Mas uma ou duas boas massas, um risoto e uma calda de chocolate para a sobremesa não fazem mal a ninguém. Ela vai adorar. Vai ficar com tesão em lhe ver de avental (claro que você terá um avental masculino). Talvez transe com você na cozinha. Outra opção é aprender a fazer uma boa massagem. Nada como poder dar a ela uma massagem depois que ela retorna de um intenso dia de trabalho. Que mulher vai pensar em chifrar o marido se ele a espera em casa, pronto para fazer uma massagem relaxante? Só uma vagabunda. Presumo que você não esteja com uma, né? Ou está?

8 – Seja previsível – Você adora jogar cartas com os amigos às quartas-feiras? E o futebol de sábado pela manhã, é religioso? Avise isso à ela. Com antecedência. Inicie uma conversa séria e definitiva sobre esses compromissos. Mulher odeia fazer planos com o namorado e ser deixada de lado pelo cara quando pensava que estaria com ele. Avise a ela: “Amor, tenho futebol todo sábado das 11h às 13h. Nesse dia, nem marque nada pra gente. Aliás, é uma ótima hora pra você sair com suas amigas”. Pronto. Previsibilidade marcada. Espaço delimitado. O carteado é toda quarta, às 20h? Ótimo! Avise-a! E torne esse encontro com os machos um hábito. Ela se acostumará. Marcará coisas para esse dia com as amigas.

9 – Surpreenda-a sem surpreendê-la – Sim, esse tópico parece uma incoerência com o anterior, né? Mas não é. Sabe aquele sábado no qual você vai passar o dia com ela? Vai ao shopping e a todos os programas com ela? Bem, nesse dia, fique com as orelhas em pé. Repare no que ela vai falar sobre algumas coisas que vê nas vitrines. De repente, ela se apaixona por um vestido, uma joia, uma blusa, algo para a casa de vocês. Mas ela não compra. É nessa hora, amigo, que você achou o presente de aniversário dela! Ou o presente da data de casamento ou algo assim. Você vai surpreendê-la com o presente que ela queria, vai surpreendê-la com o fato de ter prestado atenção, mas NÃO vai surpreendê-la com um presente que ela não gostou. É tiro e queda.

10 – Faça tudo isso mas não seja babão – Mulher não gosta de homem babão. Trate-a bem. Trate-a carinhosamente. Mas não seja um estorvo. Não seja um meloso bobo. Um sujeito que diz que ama a mulher 30 vezes ao dia perde a credibilidade. Aquele sujeito que perde as vontades próprias por causa da mulher vira um bundão. Tem dia que ela não manda em nada. Quem manda é você: “Hoje, vamos a tal restaurante e depois vou fazer amor com você”. Ela não precisa ter escolha. Em outros dias, você determina que ela escolha: “Hoje, você escolhe”. Seja firme na suas decisões do dia-a-dia. Mulher não gosta de homem frouxo, que diz: “Faço o que você quiser, amorzinha... Quer que eu me jogue da ponte?”. Esse tipo de homem não dá nenhuma segurança à mulher. Ela não quer ser sua mãe. Ela quer ser mãe dos seus filhos, idiota.

By Zethi
*Este texto foi publicado originalmente no blog dele, o Totalmente Sem-Noção, em 2007. Na opinião do Perdeu, Playboy, continua atualíssimo!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Poupe-me

Os homens são toscos por natureza e, por isso, fica difícil escolher “A” coisa mais tosca que eles dizem na balada. Não sei se essa é a pior, mas definitivamente me tira do sério.

O cara te olha muito, joga todo caô do qual se lembra, chega junto, tenta de tudo e você cede. Confiante de que fez a coisa certa e que agora vai poder curtir os louros, se entrega. Aí o cara te dá aquele beijão! E você começa a achar que fez mesmo a coisa certa, ainda que haja toda uma lista de pré-requisitos que ele precisa seguir (ainda que desconheça o protocolo) antes do parecer final.

Só que, depois de uns dez minutos no chamego, ele vira e diz: “linda, preciso encontrar um amigo meu que tá perdido. Por favor, fica aqui! Não some! Eu volto logo!” Mais um beijo romântico e despedida e... você NUNCA mais o verá pela frente! Quer dizer, você o verá pela festa, com os amigos, se divertindo e até talvez se engraçando com outra moça, mas você já é history.

Por que diabos o cara fala isso para a mulher, então? Aliás, esse cara sequer tem bolas? Para mim, é o cúmulo do desrespeito, da falta de consideração. Se ele não quer, por que não diz: “beijo, tchau, foi lindo”? Por que uma mentira dessas? Tudo bem, hoje estou escolada (infelizmente! Odeio ter que estar “treinada” para essas situações). Já sei que quando eles soltam essa frase, o lance acabou, tchau e bença. Mas acabo de pensar que talvez não seja a melhor estratégia. Saber e ficar na minha.

Para que eles se toquem, vou dar início ao projeto: seja honesta você e dê uma lição no bastardo (já que a mãe dele esqueceu-se de ensiná-lo a tratar as mulheres com respeito e dignidade)! Quando eu ouvir uma desculpinha dessa, vou virar e dizer: não precisa mentir. Pode ir embora. Eu prometo não chorar de saudades, apesar dos fortes laços amorosos que nos unem. Ráaaaaaaaaaaa! Se bem que, como o cara é topeira, aposto que ele nem vai entender o tom satírico da coisa.

Da próxima vez, nem beija.

By Mari Abreu

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Gordelícia

Bomba, bomba, bomba! Parem as máquinas que eu tenho uma revelação de primeira página: sou uma senhorita rechonchuda! Gordinha mesmo. Perninhas grossinhas, rosto redondinho e comissões de frente e de trás devidamente bem recheadas. Quem me conhece pessoalmente, sabe disso. Quem nunca me viu ao vivo e em cores, pode checar a foto do perfil aqui no blog. Numa comparação rápida com a Mari, moçoila esguia e de formas perfeitas, vocês podem ver que o desenhista me deu até um balanço mais agitado de quadris.

Sempre fui assim. Claro que com algumas variações, naquele sobe e desce de números na balança, típico de quem entra e sai de dietas a vida inteira. De uns anos pra cá, resolvi abraçar minha fofura com todo amor e carinho. Mesmo estando fora dos padrões (por favor, assassinem quem criou esses padrões!), me curto com toda a intensidade e, cá entre nós, sem falsa modéstia, sou bonita de verdade. Além, é claro, de outras qualidades muito mais importantes.

Só que, na balada, o que conta mesmo é a aparência, principalmente, a do corpo. Perfeitamente compreensível! Afinal, ninguém vai chegar em você por causa da sua pinta de inteligente ou de legal. Sei também que rola uma espécie de “competição” entre os homens, pra ver quem vai ser o macho alfa da noite e ter o “privilégio” de desfilar com a fêmea mais bombástica do bando (mesmo que ela seja uma piriguete de carteirinha).

Ainda assim, recebo muitas cantadas e me dou ao luxo de escolher com quem ficar, quando me dá vontade. Obviamente, minhas companheiras esbeltas de guerra são muito mais requisitadas. Até aí, tudo bem. Agora, o problema não é escutar poucos xavecos e sim ouvir barbaridades dos típicos idiotas sociais. Já aturei asneiras inacreditáveis!

“E aí, quem vai ter coragem de encarar a gordinha?”, diz um retardado pro grupo de castrados mentais amigos dele. Outro me chama e diz, tentando segurar o riso imbecil, que quer me apresentar a alguém (pra “sacanear” o amigo). Já aguentei ainda pérolas como “Olha, eu acho que deveria ter um limite de manequim pra vir pra esse tipo de lugar”. Sim, senhoras e senhores, eu escuto tudo isso! Sem ter feito absolutamente nada. É agressão gratuita!

O que leva um ser humano, teoricamente com racionalidade e inteligência, a agredir outra pessoa assim, sem mais nem menos??? Necessidade de autoafirmação? Idiotice em alto grau? Ausência de cérebro? Qual a vantagem, benefício ou ganho pessoal em ofender alguém? E o pior de tudo é que os autores das ofensas nunca são Brad Pitts ou Márcios Garcias da vida. São sempre carinhas bem xexelentos. Mesmo assim, não sou eu quem vai dar essa notícia a eles, até porque eles próprios devem saber disso... Ou deveriam.

Sem demagogia, mas a máxima “beleza não põe mesa” é a mais pura verdade. Conheço pessoas lindas de viver, mas que são intragáveis. Também têm as feinhas, mas tão legais, inteligentes e interessantes, que a gente quer agarrar a qualquer custo. Há ainda os casos “abençoados” de beleza pura + personalidade nota 1000 e os sem solução, de quem boa aparência e cabeça legal passam looonge. Conheço todos os tipos, com alguns quero ter cada vez mais e melhor contato, já outros...

By Ana Fabre

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Telefone sem fio

Fim de namoro é uma meleca. Não interessa quem terminou, sempre há sofrimento. Uns sentem mais do que outros, mas nem por isso o término deixa de ser uma coisa pesada, doída, baixo astral. Com o tempo, o cenário vai melhorando e as pessoas voltam a respirar aliviadas. Mas é aí que aparece um problema: a fofoca pós-término.

Porque, do mesmo jeito que seu namoro começou, com toda aquela publicidade (afinal, foram anos de piriguetagem antes de você finalmente desencalhar), o fim também é marcado pela curiosidade mórbida do porquê o lance terminou. E aí, querido, não há explicações suficientes. Não importa quantos posts você deixou no facebook, quantos tuites elucidativos tentaram explicar o drama, as pessoas sempre querem mais – chegar ao fundo do poço do sofrimento, isso sim.

Só que o phoda é quando o motivo é bobo. Ninguém quer ouvir a história de um namoro que terminou pacificamente, após uma conversa pra lá de amigável. Eles querem ver o oco! E basta seu motivo ser “banal” pra você virar uma eterna perseguida e fonte das fofocas mais surreais.

Em um dos namoros terminados, ouvia incessantemente de uma amiga: “Tenho certeza de que ele te traiu! Afinal, por que as coisas terminariam se não fosse por isso? Posso investigar pra você! Vou te provar que ele tem outra!”

Honestamente! Se o namoro já terminou e eu fiquei convencida de que tínhamos mesmo que seguir caminhos separados, para que correr atrás de uma teoria que os meus amigos acham mais convincente? Só para as pessoas poderem respirar aliviadas por minha história ser tão triste e dramática quanto a delas?

O último caso foi ainda mais chocante – e de certa forma hilário! Um namoro que terminou porque eu gostava de sair (e com saída eu quero dizer colocar o pé pra fora de casa, ir ao salão, fazer compras, pagar conta no banco, e não quebrar tudo em uma discoteca com aquela amiga guerreira), acaba de ganhar uma nova versão. O que andam dizendo agora é que eu terminei o namoro porque ele é muito bem dotado e eu não dava conta da coisa! Cuma?

Já até posso imaginar quem andou inventando essa versão...

By Mari Abreu

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Keeping it simple

Sou uma garota normal, simples mortal e, como todo mundo, estou aqui para rir e chorar, aprender e sofrer. A verdade é que não interessa se a mulher é alta, magra e loira e o homem malhado, rico e bom de cama. Ainda assim, todos vão sofrer, penar, ralar e tomar toco. Essa é a grande lei que rege o mundo – tão certa como nascer e morrer. A diferença é que uns ralam mais que os outros.

No trabalho, tive êxitos e dificuldades. Fui elogiada entusiasticamente e esculhambada com a mesma energia. Fisicamente, já estive bonita (segundo meus critérios de beleza) e feia, muito feia. Financeiramente, já estive em situação confortável e já tive que segurar as pontas (nunca me afundei porque sou bem controlada e tenho uma família incrível, que me apoia muito e serve também como “zona de conforto).

Mas, principalmente, tive altos e baixos nos meus relacionamentos.

Eu já amei e fui amada – e confesso que a reciprocidade é uma coisa linda! Mas também já gostei sozinha. Não é tão legal, claro, mas faz parte da vida. Tento não encarar isso como uma frustração – odeio carregar fardos inúteis. Simplesmente, enfio na cabeça que as coisas acontecem por um motivo. Acredito mesmo no sentido dos acontecimentos. Bem no estilo: “Ninguém se cruza por acaso. As pessoas entram e saem da sua vida por uma razão”.

Não sou fodona, mas também não sou qualquer uma. Sei o meu valor (como, aliás, todos deveriam conhecer bem o seu) e luto para estar com quem me valorize – seja amigos, colegas de trabalho ou família. Provavelmente, já dei valor a alguém que não me valorizava tanto. Posso ter tomado um “belo” de um chifre e com certeza já fui traída (mais de uma vez) por amigos que tinham minha mais alta consideração.

Mas, e aí? Só porque a vida tem seu lado negativo, devo me fechar? Jamais! Pra mim, viver é enfiar a cara, se expor, abrir o peito, entrar com tudo. Pedir desculpas, quando avançar demais e ferir alguém (sem orgulho de admitir o erro), e saber reconhecer quando o sucesso da operação está diretamente ligado à minha dedicação feroz. Ser feliz, nos ensinam, é muito difícil, depende de muitas variáveis (mas como precisamos ser felizes, o que fazer?). Mas, como simples mortal, minha meta é manter as coisas simples.

By Mari Abreu

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Aprenda a dizer “Perdeu, Playboy!”

Nós mulheres deveríamos pronunciar com mais veemência e assiduidade: “Perdeu, Playboy!”. Mas quando digo pronúncia não é aquela em alto e bom som, mas sim um toar para dentro de nós mesmas. Sim, acho que falta a muitas de nós um diálogo interno, a curtição do silêncio e, em especial, a sabedoria para lidar com as pausas da vida.

Viver a dois é saber lidar com as diferenças, com as neuras um dos outros, conceder, aprender, ensinar... Mas creio que o grande desafio não é a vida a dois e sim os momentos de solidão que passamos. É a luta interna para não nos entregarmos a uma caixa de chocolate (tudo bem, isso até vai), não olharmos de cinco em cinco minutos para o relógio porque marcamos um encontro, o coração não disparar quando chega uma mensagem no celular (e na maioria das vezes não é ele, e sim aqueles bandidos falando que ganhamos um carro), não deixarmos de ir à academia ou sair com os amigos só porque ele ligou para comer cachorro-quente na esquina... e tantos outros vícios que nem a gente mesma sabe porque faz, mas que quando vê já fez.

Incrível imaginar que os playboys (no sentido mais amplo da palavra) espalhados por aí não se entregam a essas tentações morais. Que eles ficam ansiosos por nossa ligação pode até ser, mas enquanto aguardam estão no bar curtindo com os amigos, em uma partida de futebol ou mesmo jogando conversa fora na rua (e quase sempre não é sobre a gente). Eles não gastam dinheiro com livros de auto-ajuda, não respondem a testes na internet sobre relacionamento e, o mais importante, não deixam a vida passar. Sim, meninas, vamos admitir que eles sabem viver bem melhor com eles mesmos do que a gente. Claro que não vamos generalizar nem por um sexo nem pelo outro. Há sim as raras exceções!

Um exemplo de como a gente se dá bem na vida quando está vivendo esse momento mais “light” introspectivamente é como agimos com o sexo oposto. Quando estamos ansiosas, passamos mais de 15 minutos para formular uma resposta super, hiper, mega, mirabolante (e geralmente sai uma droga) para a simples pergunta: “O que vai fazer hoje?”. E depois vem o arrependimento e a ressaca moral. Mas quando a gente está “por cima” sai cada texto interessante. A gente mesmo ri das nossas palavras. E não é que geralmente dá certo.

Não quero com isso falar que eles são perfeitos, felizes e que somos inseguras e tristes, mas sim que quando tomamos as rédeas de nossa vida e controlamos os nossos impulsos mais primitivos (risos...) nos damos melhor. Ficamos mais poderosas, os espelho fica mais amigo da gente e, consequentemente, a fila anda!

Por isso, meninas, tento diariamente ser militante do movimento “Perdeu, Playboy!” Quero me olhar no espelho, me achar a mulher mais poderosa e linda do mundo. Sim, porque o desafio dessa vida é a gente se bastar. É procurarmos não a nossa metade, mas sim aguardar, com paciência e curtindo as pausas da vida, um inteiro que valha a pena! Só assim viveremos mais leves e seremos mais felizes...

By Viviane Dias
Leitora e fã assídua desse blog. Foi casada durante oito anos, hoje vive sozinha e acha uma m... o manual dos solteiros e dos novos relacionamentos. Tenta, diariamente, fazer do “Perdeu, Playboy!” sua prece matinal, mas ainda sonha com um casamento de princesa.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Essas minas de hoje em dia...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Os estragos de um body shot

O body shot é uma coisa simples. Consiste em “tomar” uma dose de destilado no “corpo” de uma outra pessoa. Hum, falando assim não pareceu nada simples...

Vamos por etapas. Primeiro, você coloca o sal em alguma parte do corpo do amigo, rolo ou namorido: pescoço, mão, ombro e outros, dependendo da intimidade (sim, você pode colocar lá também. Mas se for fazer isso, please, get a room). Depois, encaixe um pedaço de limão na boca do ser (a casca fica virada para a parte de dentro da boca dele. Assim, você pode arrancar o limão e depois chupá-lo sem grandes dificuldades – meu Deus, como isso soa pornográfico!). Terceiro, vem a bebida, o shot, a dose, que fica em um copinho, segurado por sua linda mãozinha. A ação começa pelo sal, passa para o álcool e termina no limão (ou nem termina, apenas abre a porteira para otras cositas más).

Eu nunca tinha praticado o body shot. Acho que me contaram sobre a tal técnica nos Estados Unidos, quando fiz intercâmbio. Lá, o normal é se comportar angelicalmente na rua e ser um total pervertido da porta de casa pra dentro. E para os putões de carteirinha, nada mais ordinário do que um body shot.

Aí, já no Brasil, resolvi aplicar a técnica, durante uma festinha íntima (eu sempre fazia propaganda para os amigos, mas não sabia mensurar sua potência). Um amigo se candidatou. Na época, ele tinha namorada, coisa séria, só que ela morava em outra cidade. E eu também tinha “namorado” - estava de rolo sério com um gringo gente finíssima e nos víamos quando dava.

Lá fomos nós para o body shot. Varri o sal do pescoço dele, virei minha tequila e catei o limão, encostando o menos possível em seus lábios. Ainda assim, foi suficiente para que ele se apaixonasse perdidamente por mim. Após o ocorrido, acabei passando mal (juro que foi por causa de um pão de metro estragado que comi na festa, mas não sei por que ninguém acredita na minha versão!) e fiquei absolutamente podre. Meu parceiro de body shot, que já queria ser meu parceiro para toda a vida, não só me viu vomitando tudo, como foi me deixar em casa. Como pode um cara ver você chamando o Raullllllllll a noite toda e continuar apaixonado? O body shot explica...

O namoro dele foi pras cucuias. Ele pedia conselhos a um amigo comum. Passou a me ligar, me procurar. E eu claramente chocada com a repercussão. Pensei que aquilo era uma brincadeira de amigos, besteirol de universitários. Mas não. Provoquei um inocente e causei um estrago em sua vida amorosa e em seu coração.

Desde então, passei a respeitar muito esse trio sal-dose-limão, eleito por mim para toda a eternidade como o crème de la crème dos ménages gastronômicos.

By Mari Abreu

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ex-futura esposa

*Poema escrito por ele*

Que feliz sou eu, meu amor! Já, já estaremos casados. O café-da-manhã na cama, um bom suco e um pão torrado.

Com ovos bem mexidinhos, tudo pronto bem cedinho. Depois, irei para o trabalho e você para o mercado.

Daí você corre para casa, rapidinho arruma tudo e corre pro seu trabalho, para começar seu turno.

Você sabe que de noite gosto de jantar bem cedo, de ver você bem bonita, alegre e sorridente.

Pela noite, minisséries, cineminha bem barato. Nada, nada de shoppings, nem de restaurantes caros.

Você vai cozinhar para mim comidinhas bem caseiras, pois não sou dessas pessoas que gosta de comer besteiras...

Você não acha, querida, que esses dias serão gloriosos? Não se esqueça, meu amor, que logo seremos esposos!

*Poema escrito por ela *

Que sincero, meu amor! Que oportuna tuas palavras! Esperas tanto de mim, que me sinto intimidada!

Não sei fazer ovo mexido, como sua mãe adorada. Meu pão torrado se queima, de cozinha não sei nada!

Gosto muito de dormir até tarde, relaxada! Ir ao shopping fazer compras com o Visa tarja dourada.

Sair com minhas amigas, comprar só roupa de marca, sapatos só exclusivos e as lingeries mais caras.

Pense bem, que ainda há tempo. A igreja não está paga. Eu devolvo meu vestido e você seu terno de gala.

E domingo bem cedinho, pra começar a semana, ponha aviso no jornal, com letras bem destacadas:

HOMEM JOVEM E BONITO
PROCURA ESCRAVA BEM LERDA
PORQUE SUA EX-FUTURA ESPOSA
O MANDOU IR À MERDA!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Óleo de Peroba: item de primeira necessidade

Em um dia de trabalho, que tinha tudo para ser comum e sem graça, minha amiga Cristina, uma paulista, casada, mãe de dois filhos - e inexplicavelmente magra, esbelta e com tudo em cima (óooooodioooooooo) - foi surpreendida por uma "bomba". Um cara, com quem ela acabara de trocar uma dúzia de palavras (ele foi professor de Economia dela), já havia se despedido quando resolveu dar meia volta e soltar uma pergunta um tanto quanto direta e sem noção (detalhe: ele estava parado bem no meio do corredor do TRABALHO DELA):

Cara: Você trai?
Cris: Quê???
Cara: Tô perguntando se você trai!! Trair, traição!
Cris: Não. Sou casada.
Cara: Ah, então tá. Eu ia te dizer para pegar meu telefone, caso traísse. Mas já que você não trai...
Cris: Então, falou.
Cara: Mas será que eu posso anotar o seu? Vai que as coisas mudam de figura e você decide trair... A gente pode ir se falando, sem compromisso, até as coisas mudarem para o seu lado.
Cris: Claro (não acredito que esse panaca vai pegar mesmo meu telefone! Vamos ver até onde isso vai...).
Cara: Diga então.
Cris: 8888-8888 (cuzão)
Cara: Anotado! Só queria deixar registrado que eu sou superbem casado, sabe? Muito bem casado, muito!
Cris: Que ótimo para você (manezão)!
Cara: Mas aí, se a gente animar, a gente se fala. Vou te dar um toque, para que você também tenha meu número.
Cris: Ok (se mata)!
Cara: Quando ficar a fim... de trair, sabe?... me liga!
Cris: Claro (esse homem não existe! Não é possível!).
Cara: Quer dizer, melhor não ligar não. Manda mensagem, que é mais discreto. Aí eu te retorno.
Cris: Sem problema (bundão).
Cara: Porque, dependendo do momento, posso estar ocupado... sabe, né?
Cris: Já entendi. E, por favor, só me ligue em horário comercial. Afinal, eu também sou MUITO bem casada, sabe? Muito, muito, muito.

E, assim que ele virou as costas, ela deletou o número.

By Mari Abreu

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Silicone


Porque, para os homens, silicone NUNCA é demais!


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Solteiras por (falta de) opção

Até pouco tempo, ficar solteira era o fim da picada. E dava na mesma tudo o que a mulher conquistasse no campo profissional/pessoal. Ainda assim, ela era considerada um fracasso completo por não ter conseguido um "bom" casamento. Acontece que esse tempo é mais do que passado. Hoje em dia, ou aparece alguém legal de verdade, com conteúdo, ou é melhor terminar "sozinha" (porque sozinha mesmo só fica quem quer).

Afinal, por que uma mulher inteligente, descolada, divertida, boa profissional e ótima amante deve se contentar com pouco? E topar qualquer coisa por pura falta de boas opções não rola. É desperdício. Já ouvir falar em "muita areia pro seu caminhãozinho"? Então, é exatamente isso.

Além do mais, se o mundo nos cobra um excelente desempenho profissional, aliado a dotes culinários, corpo esbelto e bom sexo, como imaginar que em troca vamos querer/aceitar uma ameba?

O curioso é que ainda há homens (que, ao contrário, sempre puderam escolher com quem ficar, transar e casar) que não aceitam que as mulheres também tenham esse direito. Eles se irritam com essa "nova liberdade feminina". Se esse é seu caso, não se preocupe. Há muitas mulheres old fashion por aí.

Mas façam um favor a si mesmos: parem de ter inveja ou ficar ressentidos com aquelas mulheres que podem e querem escolher bem! Inveja mata e terapia anda custando caro à beça.

Eu sei, é dose. Agora vocês também precisam se esforçar e trabalhar duro para ganhar o coração das mulheres. Não basta mais ter "aquilo que balança" entre as pernas. Nada mal. Bem-vindos ao mundo feminino!

Obs.: Quanto a lavar cuecas, já há marcas conhecidas de eletrodomésticos com aparelhos especializados na lavagem de tais peças íntimas! Ele pode ser seu por algumas centenas de reais! Não é maravilhoso??

By Mari Abreu

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Você quaaaaaaaaaaaaaaaaase virou garota de programa!

Quando a gente acha que já ouviu de tudo nessa vida, quando tem certeza de que nada mais te surpreende, quando jura que é vivida o suficiente pra tirar tudo de letra, vem um animal e joga uma bomba bem na sua cara, via gtalk.

eu: então quer dizer q vc está noivo?

Chimbinha: sim sim. assumi noivado. estamos nos enrolando há 19 anos. resolvi casar ano que vem.

eu: parabéns! é aquela de quem vc já foi noivo?

Chimbinha: sim. agora não dá mais pra enrolar.

eu: vc me contou mesmo q tinha terminado um noivado há pouco tempo

Chimbinha: pois é. estávamos separados. mas resolvemos agora parar com essa sacanagem. ela e eu e vamos quietar e casar

eu: espero q dê certo agora!

Chimbinha: sim. vc vem na minha despedida?

eu: hahaha

Chimbinha: quer ser a minha despedida? Poxa, se for com vc, vai ser em classe e alto estilo. vc é uma princesa.

eu: o q???

Chimbinha: seria uma honra lhe ter em meus braços

eu: obrigada pelo convite, mas não acho certo. despedida tem q ser com profissionais. e eu não sou uma profissional!

Chimbinha: negativo! despedida boa é com amigas. não pago por isso

eu: não posso te ajudar

Chimbinha: desculpe, não quis te ofender. não tive intenção nenhuma

eu: ok

Chimbinha: aaaahhhhhhhhhhhh perdão, aninha. desculpe se pareci rude

eu: soou supermal. não gostei mesmo. e não foi brincadeira. não adianta tentar consertar agora

Chimbinha: ahhhhhhhhhh sempre faço essas brincadeiras com amigas. desculpe. foi mal. fiquei sem graça

By Ana Fabre

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cantadas Infames III




quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Guia prático para NÃO levar um fora

Já sei. Você, homem, está preocupadíssimo com o tamanho e a complexidade deste guia. Você até levou em consideração a hipótese de lê-lo, mas agora está pensando honestamente em cair fora deste blog. Afinal, as técnicas atuais funcionam relativamente bem e você é muito ocupado - definitivamente, não tem meia hora para gastar com reciclagem de approach.

Se esse for o seu caso, PA-RA-BÉNS! Suas preces foram atendidas e seus problemas estão prestes a ser resolvidos! Não só esse é o guia mais curto da história terráquea, como também o mais eficiente. Aleluia, irmãos!

Vamos começar?

A melhor forma de abordar uma mulher na balada é composta de três passos:
1) Cumprimente-a ("boa noite", "olá", "ei"...);
2) Pergunte o nome dela; e
3) Apresente-se. Ou seja, diga seu nome (confesso que esse ponto exige um nível avançado de articulação e eloquência, mas temos fé em você!).

The end.

Com esses três passos, você abre a porteira do coração da moçoila e fica a um passo de ganhar um beijo, seja a vítima a gostosona da festa que se fez de difícil a noite toda, a nerd tímida que mal levantou o rosto ou a bruaca atirada que te secou incessantemente. A técnica é tão felomenal que funciona para as mulheres de todas as idades, tamanhos e volumes.

Eu sei que, lá no fundo, você está pensando: "Pô, mas esse approach é tão normal, tão mundano! Já uma cantada de efeito... ah, isso sim!". E eu te digo, por experiência própria e respaldada por estudos científicos de calibre: é muito bom, pelo menos uma vez na vida, ser abordada por um cara normal, de uma maneira normal, trocar beijos em condições normais e se amarrar a alguém que compartilhe comigo o prazer e a alegria mística que é viver na esfera da normalidade!

By Mari Abreu

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cantadas Infames II

Um executivo, de 40 anos, em viagem a Nova York, maravilha-se com uma deusa sentada ao seu lado. Após 15 minutos de voo, ele não se contém:
- É a primeira vez que vai a Nova York?
- Não. É uma viagem habitual.
- Trabalha com moda?
- Não, viajo em função de minhas pesquisas. Sou sexóloga.
- Suas pesquisas dedicam-se a quê?
- No momento, pesquiso as características do membro masculino.
- A que conclusão a senhorita chegou?
- Que os índios são os que têm membros mais avantajados e os árabes são os que permanecem mais tempo no coito. Logo, são eles que proporcionam mais prazer as suas parceiras. Desculpe-me, senhor, estou aqui falando sem parar e nem sei seu nome...
- Mohammed Pataxó!!!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Guia prático para levar um fora

Antes das críticas, elogios. Rendo aqui minha mais sincera homenagem aos homens e sua difícil tarefa de chegar em uma mulher. Não deve ser nada fácil! Tem que ter colhões mesmo pra olhar uma bela senhorita, se encantar com ela e iniciar uma conversa com o “simples” objetivo de traçá-la. A chance de ter sucesso é imensurável, ou seja, o cara NUNCA sabe se vai dar certo. Arriscadíssimo!

Essa incerteza quanto ao triunfo da paquera é a realidade da maioria dos representantes da raça masculina. Mas, como toda regra tem exceção, existe uma espécie que não vive na dúvida: é o tal do sem-noção que, SEMPRE, leva fora.

Não tem coisa pior do que uma cantada infeliz! Quando ouço uma idiotice ou atrocidade sem tamanho, a vontade é chorar de tristeza, socar o cara, xingar o pai e os amigos dele que não o ensinaram direito, virar a cara e fingir não existe um ser humano na minha frente, arrancar o dito cujo dele (já que ele não merece aquilo entre as pernas), entrar com um processo contra o animalzinho, enfim, fazer qualquer coisa, menos ouvir aquela imbecilidade.

Dia desses, fui fazer exame de sangue e o técnico do laboratório decidiu que aquele momento era perfeito pra me cantar. Olha que cenário romântico: agulhas, seringas, cheiro de hospital, eu em jejum de 12 horas querendo mastigar a parede, sangue saindo da minha veia, mais sangue, mais sangue, mais sangue...

- Você vem sempre aqui?
- O quê???
- Então, você costuma fazer exame aqui?
- Hein???
- Nunca te vi por aqui, acho que é a primeira vez que tiro seu sangue. Você devia me procurar sempre. Eu sou o melhor técnico aqui. Faço tudo com carinho...
- Já acabou??? (eu vou enfiar uma agulha na sua testa!)
- Viu como foi bom?
- Obrigada. Tchau! (alguém tira essas agulhas da minha frente!)
- Quando voltar, procura por mim. Vou ter o maaaaior prazer em te atender...

Que senso de oportunidade! Quanto romantismo! Eu realmente devo ser muito insensível pra não me apaixonar por essa flor de pessoa!

Outro ataque aconteceu na balada (como a gente sofre na balada!). Fazia 30 segundos que eu tinha entrado, quando o ser surgiu, do nada, na minha frente.

- Oi. Me dá um beijo!
- Hein???
- Me apaixonei! Me dá um beijo!
- A gente nem se conhece, maluco!
- Qual o seu nome?
- Ana.
- Prazer, Ana. Me dá um beijo!
- Não, maluco!
- Me dá um beijo! (e assim foi a noite INTEIRA)

Pessoa sem-noção, ao contrário dos ratos de laboratório, com quem a repetição é extremamente eficiente, com as mulheres não adianta falar 700 vezes “Me dá um beijo!”. Não vai funcionar!!!

Esse outro não pecou pelo que falou, mas sim pela quase mudez.

- Oi. Nossa! Você é linda! (começou bem! hehehe)
- Obrigada.
- Tudo bem?
- Tudo. E você?
- Tudo ótimo. Então... Bom... Bem... Bom... Bem... Eu não sei nem o que falar pra você... (e se calou para todo o sempre...)

Querido mudinho, não precisa debater política, filosofar ou falar sobre a triste situação da Chechênia, mas um diálogo básico, pelo menos, você precisa conseguir desenvolver. É questão de sobrevivência! Sei que não é nada fácil chegar em alguém, mas se você não consegue nem trocar uma meia dúzia de palavras, faz um curso de oratória, terapia, vai à fonoaudióloga, anota um roteirinho, sei lá, meu amigo, se vira nos trinta!

E são muuuitas outras investidas inacreditáveis, incluindo aquelas clássicas “Eu não sabia que boneca andava”, “Essa roupa ficaria ótima toda amassada no chão do meu quarto amanhã de manhã”, “Bonito vestido, posso falar contigo fora dele?” e etc.

Por favor, nunca usem cantadas ensaiadas, nunca peçam um beijo (muito menos, sexo) nos primeiros 15 minutos, nunca tentem alguma coisa em situações inusitadas, nunca cheguem em alguém sem saber conversar, nunca façam qualquer coisa sem noção. Será que é pedir muito?

By Ana Fabre

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Cantadas Infames I




Quem merece???

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Semana da Cantada


A próxima semana vai ser inteiramente dedicada à arte da cantada! As piores frases e o que nunca dizer ou fazer. E mais: dicas para não passar por palhaço e se dar bem com a mulherada!

Você não pode perder essa!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Evite a concorrência!

Por que não apresentar aquela sua amiga gostosona pra seu marido/namorado/rolo/peguete/amigo colorido?

1) Simplesmente, porque ela é gostosona...

2)
Porque ela é mais peituda que você, ou seja, simplesmente, porque ela é gostosona...

3)
Ou só porque seu querido já enjoou de arroz e feijão todo santo dia e está a fim de algo mais apetitoso, ou seja, simplesmente, porque ela é gostosona!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Banha faz mal à saúde

Pneulândia adora uma farra. O motivo é simples. É na balada que ele espera encontrar seu grande amor. Então, Pneulândia sai de segunda a segunda, em busca da moçoila que dará sustância a sua vida.

Em um sábado particularmente animado, Pneulândia marcou um gol: conheceu a bela Caridosalândia e os dois ficaram. O lance foi rápido – era aquele esquema fim de noite. Mas eles trocaram telefone. E saíram já no dia seguinte.

Pneulândia levou Caridosalândia para um ambiente romântico, mas despretensioso, para passar a imagem certa, de bom moço. O papo rolava solto, Caridosalândia parecia feliz, quando, 20 minutos após terem chegado, Pneulândia solta: “Vamos comprar um apartamento juntos? Tenho a maior parte da grana! Já podemos comprar um pronto, porque na planta vai demorar demais pra gente se mudar pra lá.”

E, esse, meus queridos, foi o fim de uma era. Pobre Caridosalândia, que pensava já ter escutado tudo de mais ogro que poderia sair da boca de um ser humano! Assustada, ela tentou fugir, mas Pneulândia a ESMAGAVA, enquanto a forçava a ouvir sórdidos detalhes de cada um dos ambientes do novo lar. Só para você entender: Pneulândia já foi um Schwarzenegger, mas hoje é apenas um pote de pura banha, com os pneus apertados contra as camisas baby look que restaram do passado. Como se não bastasse, ainda tem uma minúscula e delicada cabecinha, do tamanho de uma uva Thompson.

Como era de se esperar, Caridosalândia nunca mais saiu com Pneulândia. Fugia loucamente do ser e de seus michelines. Um dia, quando começava a esquecer seu perseguidor, recebeu um email dos mais grosseiros. Foram 50 linhas de xingamentos, baixarias, rancores... tudo vindo de um “homem” (ou, melhor, pote ambulante de banha) que a conhecera durante menos de uma hora – e que até então a amava loucamente!

Caridosalândia ficou chateada, sim, mas estava mesmo era preocupada. Pneulândia era um perseguidor de primeira, psicopata de carteirinha (e com aquela banha toda, podia muito bem matá-la sufocada). Por isso, ela adotou táticas de treinamento iugoslavo (ou sérvio. Não me lembro bem) e desapareceu das baladas, cortando qualquer chance de contato com o monstro revendedor de pneus.

Até recentemente. Em uma balada divertidíssima, eis que Pneulândia se aproxima por trás, bate em seu ombro e diz: “Caridosalândia, você ainda vai ser minha! Nem que eu tenha que passar por cima de toda minha banha (tudo bem, tudo bem, essa parte final fui eu que coloquei...)”!

By Mari Abreu

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Dramas Femininos: Seca


Aqui em Brasília, a mulherada sofre com todo tipo de seca. Coitadas de nós!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

De médico e louco, todo mundo tem um pouco

Tudo começou há uns 25 anos. Gente, que coisa mais precoce! Filhos de melhores amigas, eu e Dr. Empata crescemos juntos. Na infância e adolescência, ele era apaixonadinho por mim. Só que eu estava mais a fim de brincar de Barbie (eu demorei pra me iniciar nessa vida), então as tímidas, mas constantes, investidas dele não surtiram o menor efeito. Rolava até um incentivo materno, mas não teve jeito, eu ainda estava naquela fase “Meninos??? Blergh!”. Pausa para reflexão: dizem que a vida é cíclica. Depois de tanta decepção e cada vez menos esperança, será que estou voltando a essa fase? OMG! E, antes que vocês perguntem, eu NÃO estou virando lésbica, não levo o menor jeito pra coisa.

Eis que agora, no alto de nossos 30 anos, eu e Dr. Empata voltamos a nos encontrar. Só que com algumas diferenças: já adulta, eu gosto mais de meninos do que de Barbie e nossos encontros não são mais nas casas de nossas mães, durante almoços fraternos e bucólicos, mas em baladas mesmo, na zona de guerra. O primeiro tête-à-tête foi no Gates, regado a muita vodca e pouquíssima racionalidade. Foi uma coisa linda! Dr. Empata ficou andando de mãozinha dada comigo a noite toda. Eu ia ao banheiro, ele ia atrás, eu ia comprar bebida (porque o tal do bêbado nunca acha que já chega), ele comprava pra mim, e assim foi a noite TODA! Na hora de ir embora, meu, a essa altura, quase marido se ofereceu pra me levar em casa. Oooopa! Vai rolar! Ele estaciona o carro, desliga o motor, tira o cinto, vira pra mim e... “Tchau, Aninha, foi ótimo te encontrar”. Como assim, Bial???

No dia seguinte, chequei tudo com meus HD’s externos, pra ver se eu não viajei e se todo aquele romance durante a noite tinha sido fruto da minha imaginação etílica. Era tudo verdade! Ok. O rapaz ficou tímido, ou quis me respeitar, ou não se aproveita de mocinhas fora do controle, blá blá blá caixinha de fósforo. O fato concreto é que ele ciscou, ciscou, ciscou e não cantou de galo no final. Uma verdadeira lástima pra raça masculina, eu diria. Mas tudo bem...

No segundo encontro, cumprimentei, conversei um pouco, vi que ia ser tudo igual e fui viver minha vida. Afinal, a luta continua companheiro! Mas, meia hora depois, lá vem Dr. Empata. De novo, ficou coladinho em mim a noite INTEIRA! Acho que só não andou de mãos dadas comigo dessa vez porque eu nem estiquei o braço. Em um momento de liberdade (uma hora alguém tem que fazer xixi!), um rapazinho bem interessante chegou em mim. A volta do meu segurança, porém, expulsou meu pretendente. Sim, Dr. Empata fez isso! Viu o clima rolando, a troca de olhares, o quase beijo no ar e tratou de se apressar e ocupar seu espaço. Ódiooooooo!!!

Terceiro encontro, tudo de novo! Já estava quase apresentando Dr. Empata como meu namorado. Tentei escapar, fugi pros cantos mais ermos da festa, mas ele sempre me achava. Cheguei a pensar que minha mãe tinha contratado o cara pra me vigiar, ou tinha oferecido um dote, sei lá. Mas não, ela não fez isso (sim, eu perguntei a ela).

No quarto encontro, minhas amigas me abandonaram com ele. Sabiam que nada ia rolar pro meu lado mesmo e foram ganhar a vida, né? Como estava aprisionada ali, resolvi desabafar com ele. Joguei limpo mesmo. “Dr. Empata, por favor, revela o que rola com você. Se for timidez de chegar chegando, fica à vontade, estou aqui superdisposta (até porque ninguém mais vai chegar em mim...). É vingança por eu ter curtido mais a Barbie que você, no passado? Aproveita então e realiza sua fantasia da infância logo. Ou me liberta, pelamordedeus!”. Como resposta recebi apenas uma risadinha e um... um... um... ABRAÇO! Fui pra casa mais uma vez no zero a zero, só ouvindo as felizes histórias das minhas amigas.

Hoje, tenho medo de sair e encontrar meu cinto de castidade ambulante. Estou tensa. Minha terapeuta já fez até regressão pra ver se eu consigo me libertar desse fantasma da infância. Minhas amigas estão preocupadas. Elas chegam na frente na balada e me avisam se Dr. Empata está lá. Checado o terreno, chego depois, feliz e saltitante, mas ele surge, do nada, e acaba com minha noite.

A Mari se revoltou. Cansou dessa palhaçada e montou uma força tarefa, com estratégias ninjas de ataque. Convocou a Força Nacional, a SWAT, o exército chinês. Disse que a próxima vez que encontrarmos Dr. Empata na balada, ela vai partir pra ignorância, já vai chegar dando voadora no peito. Ela até anda com uma foto dele na bolsa e mostra pra todo mundo que sai com a gente: “Olha, se esse cara aqui chegar perto da Ana, você enxota ele pra longe na porrada!”.

By Ana Fabre

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Orgasmo x Relacionamento


Quites nada! Fingir relacionamento é muito pior!!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

The real deal

Engana-se quem acha que mulher dá crédito para a embalagem. Mulher gosta mesmo é de conteúdo! Bem diferente de como funciona a cabeça (e os países baixos) do sexo masculino - que só enxerga peitos e bundas. E o melhor de tudo é que esse critério de escolha feminino é aperfeiçoado com o passar dos anos.

Explico. Quando mais nova, uma carinha bonita podia realmente me impressionar. Insegura, queria um homem lindo para chamar de "meu" - e, principalmente, deixar as amigas morrendo de inveja. Mas a areia vai mudando de lado na ampulheta e percebemos que homem bonito é quase sempre sinônimo de furada (e das boas!).

Já conheci algumas beldades, com cara de catálogo de moda, e fiquei estupefata (não pela beleza deles, infelizmente): metidos (se acham o rei da cocada preta), sem papo (afinal, com uma beleza dessas, como acreditar que precisam de outro artifício para conquistar as mulheres?) e grosseiros (acham que todo mundo que se aproxima quer esmolar um beijo). A única exceção foi um Deus grego que conheci no carnaval de 94 (no Minas Clube, após aquele nojento "banho de espuma"), gente finíssima, mas com uma voz de sou-maricas-só-meus-pais-não-sabem.

Com isso, fui desenvolvendo um gosto apurado pelos caras feios-mas-gente-fina.

Hoje, quero estar ao lado de alguém que me faça rir, tenha papo gostoso e goste de mim pra valer. Só. Bem diferente do meu ideal adolescente do que era um bom partido, o tal príncipe encantado, montado em cavalo alado (bonito, inteligente, rico, talentoso, sensível...). Obviamente, a atração física conta muito (e o sexo também!!)! Mas ela pode nascer de coisas tão simples e sutis como a forma que o cara joga o cabelo para trás ou como ele te olha depois de um longo beijo.

Então, de que vale o tanquinho se ele não rende horas de bom papo? De que valem os bíceps se eles não te fazem rolar no chão de tanto rir? De que vale o peitoral a la Schwarzenegger se ele não te faz sentir a pessoa mais especial do mundo?

Por isso, viva a barriga de chope, os fios brancos e o peito cabeludo. Se o recheio do pacote forem as coisas certas (bom papo e tratamento de primeira), você, definitivamente, ganhou na loteria do amor!

Minha mais sincera e absoluta devoção aos HOMENS DE VERDADE!

By Mari Abreu

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dramas Femininos - Dieta


E lá se foi mais uma sexta-feira magra!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Amigo é...


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A modernidade e seus deuses mortais

Imagina o protótipo de Deus grego: alto, ombros largos, olhos amendoados de tirar o fôlego, mãos grandes, sorriso branco, malicioso. Daquelas visões que te deixam de perna bamba. Só de olhar. E o cara está parado bem a sua frente. E, inacreditavelmente, ele está te olhando. Pelo menos, é o que você acha (mas é claro que você acharia isso!). Na verdade, você está distorcendo a realidade, tamanho é seu desejo de ser cantada pelo tal Deus. Mas ele é DE-US e você é mortal e essas coisas NUNCA acontecem...

E não é que, naquele dia, aconteceu? Mas comoooooooooooooooooooo???

A boca seca, a língua trava, a perna amolece, o coração enfraquece. Se o cara chegar agora, já pode enterrar, porque você já tá morta. E ele chega. Aproxima-se confiante (afinal, como não ser confiante? O cara é um Deus grego!). Toma um gole do drinque. Te olha. Anda mais um pouco. Dá um sorriso discreto. Para. Fala alguma coisa com o amigos. Eles te olham. Se olham. Mais um sorriso maroto. Você tenta disfarçar: conversa com as amigas, dança, olha para os lados. Mas você tá é morrendo por dentro!

E eis que a figura chega. "Oi. Tava te olhando. Você é linda!" (Eu? Linda?). Tudo bem, ele é míope. Claro que tinha que ter um defeito. Mas esse defeito tá mais é parecendo qualidade (afinal, está bem claro quem é o lindo da história)! Aproveita, colega, aproveita! Antes que ele se arrependa. Você já está pronta para beijar o tal Deus - dane-se se ele é desempregado, mora com os pais e nunca lavou uma cueca.

Mas, aí, surpresa (surpresa boa, já aviso, só no Kinder Ovo)! "Então, véeeeeeeeeeeiiiiiiiiiii. O que você faz da vida, véeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiii? Eu sou economista, véeeeeeeeeeiiiiiiii. Mas tô trabalhando em outra área, véeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiii. Sabe como é, né, véeeeeeeiiiiiiiii? Concursado, véeeeeeiiiiiiiiiiiiii". Para tudo!! Morri! Que desgosto! Como assim? Deus grego tem que ser perfeito! Não pode falar véeeeeeiiiiiiiiii. Não pode!!! Ah, que desperdício! Eu mal respondo. Na verdade, faço grunhidos, que remetem à comunicação onomatopéica da era das cavernas.

Enquanto ele conversava, eu traçava estratégias de fuga! Ai, que inferno!!! Calada, pensativa, ele vem: "Fala alguma coisa, véeeeeiiiiiii. Só eu falo. Pô, também sou tímido, véeeeeeiiiiiiii. Se esforça". Eu só olho, dou aquela risadinha doce, mas, no fundo, quero mesmo assassiná-lo.

Até que enfim, consigo fugir. Sem dar muitas explicações. Como é bom estar livre!

Em menos de 15 minutos, o Brad Pitt teen me acha. Ai, que lindo! Ai, que chato! Ele recomeça com as cantadas, todas fatidicamente intercaladas por véeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiii! Ai, que saco! Sem paciência, mas mantendo a postura lady de ser, digo: "Você não incomoda não (ele tinha perguntado se incomodava. Precisava perguntar?), fulano, mas, sabe, não vou ficar com você". Ele não entende. Eu repito. "Blá, blá, blá, caixinha de fósforo". Ele me olha e, desapontado, sai (Deus grego também leva fora, honey).

Caráaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiii, véeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiiiiiii. Achei que ele não fosse se tocar NUN-CA!

By Mari Abreu

terça-feira, 24 de agosto de 2010

É o amor...

Com namorados como esses, quem precisa de inimigos?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Homens são de Marte, mesmo!

Eu fui pedida em casamento, no Gates, em um domingo à noite (dia oficial da pegação, ao menos nesse pub). Ok, ok, ok. Já sei o que vocês vão dizer: “Ah, o namorado da minha amiga a pediu em casamento na balada, depois de seis anos juntos!”. Outras diriam: “Já vi isso acontecer na noite. Foi emocionante!” Algum amigo homem arriscaria dizer (revelando, assim, mais uma característica do “curioso” mundo masculino e chocando a interlocutora que vos fala): “Conheço vários caras que já tentaram essa jogada! Pior que tem mulher que acha fofo e acaba ficando com o cara!” Ah, é? Mas algum desses pedidos teve direito a aliança de ouro, na caixinha, com garantia e tudo? E por acaso foi dirigido a uma completa e total estranha? E-xa-ta-men-te! O meu pedido foi assim.

Não apenas fui pedida em casamento, mas o cara se ajoelhou (no meio da pista de dança do Gates!!), pegou a minha mão, abriu a caixinha e me apresentou a joia (de ouro vermelho, branco e dourado – e de muito bom gosto), enquanto dizia as palavrinhas mágicas. Meanwhile, uma horda de mulheres se espremia/acotovelava para acompanhar a cena, enchendo o salão de (muitos) suspiros. Para elas, eu era a mulher mais sortuda do mundo – ia finalmente desencalhar...

Eu tinha acabado de conhecer o cara no Gates. Fui pegar uma bebida, logo ao chegar, e ele já veio falar comigo. Achei-o normal, mas não me interessou. Só que ele grudou em mim e rapidamente virou minha “outra metade”. Meus amigos me olhavam assustados – e eu devolvia aquela cara de: “putz, me ajuda! O que faço?”.

Aí, quando o cara tirou aquele anel do bolso, vi que algo estava muito errado. Ele estava de posse de uma joia casamentícia!!!! Sinal claro e inequívoco de que foi pedir a namorada em casamento e tomou um fora – e precisava desovar a “peça”, em um ato baixo de vingança, mexendo com os sonhos de uma mulher romântica como eu.

Exatamente o que esse cara foi fazer no Gates depois de um toco? É por isso que os homens são tão estranhos! Ele tinha que ter ido para casa, chorar, lamentar, encher a cara de sorvete! Jamais a melhor opção pós-toco é correr para o Gates – muito menos pedir alguém em casamento para compensar o fora. E, sinceramente, por mais bacana que uma mulher seja, ninguém sabe o que sente logo de cara, muito menos os homens. Eles, aliás, levam anos pensando se aquela mulher que o deixa de quatro é certa para o casamento (“talvez eu ache outra ainda mais bonita, mais gostosa, mais inteligente, mais simpática, mais gentil, mais companheira...”).

Enquanto as mulheres murmuravam e suspiravam, eu comecei a temer pela minha vida. Que cara louco!! Fiquei com medo de apanhar, ao dizer não. Fiquei com medo de ter minha cabeça decepada, ao ser a segunda mulher a rejeitá-lo naquela mesma noite. Tremia de nervoso pensando na melhor forma de fugir dali. Reuni forças, certifiquei-me de que meus amigos estavam por perto, fiz contato visual com os seguranças da boate e disse: “Olha, não dá”.

Ele se levantou, olhou-me bem no fundo dos olhos e, quando eu pensei que minha vida chegava ao fim, ele disse: “Tudo bem. Ao menos, fique com o anel. Ele é a sua cara! Nasceu para ser seu”. Aliviada (ufa) por não ter sido assassinada (ainda), sorri aquele sorriso amarelo e aquiesci. “Tá”. Ele tentou um segundo pedido, agora mais acalorado, mais próximo do meu rosto, basicamente me encoxando (tãaaaaaaaaaaaao romântico!). E eu ousei recusar. Ele ainda tentou pegar meu telefone, mas acabou aceitando o não, tomou seu rumo e finalmente foi para casa, fazer o que tinha que ter feito desde o início.

O anel continua lá em casa, intocado, esperando ser substituído por um pra valer (em um pedido um pouco menos dramático e original).

By Mari Abreu

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dramas Femininos - Briga com o namorado



Pior que é assim mesmo...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Guerra dos sexos

Em meados dos anos 90, a trintona com uma vida amorosa atribulada virou tema recorrente de livros mundo afora. Em suas diversas encarnações, ela podia ser gordinha, encalhada e caótica, como a inglesa Bridget Jones, ou uma fashionista que colecionava homens e sapatos, a exemplo das personagens criadas pela americana Candace Bushnell em "Sex and the city". Em qualquer caso, porém, as protagonistas dessas histórias estavam sempre à caça do Homem Perfeito, peça es-sen-cial à felicidade feminina.

Agora, a literatura mulherzinha passa por um novo e animado período: o das moças que detonam o sexo masculino sem dó ou piedade. Não são as únicas a explanar as atuais dificuldades do mercado afetivo. Do outro lado, os homens expõem em páginas de livros os dilemas do macho, espécie que se diz perdida e à beira da extinção. - Quem sabe essa pancadaria não leve à paz? Deixar nossa insatisfação às claras é um bom sinal - acredita a carioca Cris Amorim, 35 anos e quatro relações sérias desfeitas, que acaba de lançar "Manual amoroso da neurótica" (Multifoco).

A nova safra de livros femininos pode ser resumida numa única e antiga máxima: antes só do que mal acompanhada. Entende-se como companhia dispensável o tradicional canalha, que lança mão de um conhecido repertório de desculpas esfarrapadas, mas também outras figuras mais curiosas da fauna masculina.

Fenômeno do segmento pop, "Cuidado! Seu príncipe pode ser uma Cinderela" (BestSeller) destrincha o tipo "bom demais para ser hétero" - gay que se relaciona com moças só para continuar no armário. Pela procura, ou há uma paranoia generalizada ou os enrustidos existem às pencas: em dois meses, o título vendeu 15 mil cópias e já entra em sua terceira edição. O número é considerado excelente pela direção do grupo Record, dono do selo BestSeller, que aposta na marca de 40 mil exemplares vendidos até o fim do ano.

Antes de abordar a homossexualidade enrustida, a editora já havia lançado títulos internacionais que analisam as qualidades - e, principalmente, os defeitos - dos homens. São livros como "Ou casa ou vaza", da americana Alison James, que frisa: as moças precisam parar de sonhar com amor à primeira vista e sinos tilintando na troca de um beijo. A linguagem confessional dá o tom e o molho a essa literatura, digamos, combativa. As jornalistas Ticiana Azevedo e Consuelo Dieguez incluíram em seu livro as experiências de uma certa Sofia, recémseparada de uma Cinderela disfarçada.

Já as autoras de "Homem é tudo palhaço!" (Desiderata) faturam em cima das próprias desventuras, vividas em noitadas, paqueras de trabalho e papos via internet. Lançado em junho, com a primeira edição de três mil exemplares praticamente esgotada, o livro esmiúça clássicos da azaração, como o Palhaço Chef (sua arte é te cozinhar); o Palhaço Micareta (toda festa para ele é um carnaval); e o Palhaço Político (só faz promessas). - Falamos de grosserias, cantadas toscas, sumiços sem explicação. São comportamentos estranhos, que se repetiam no nosso grupo de amigas. Hoje, muitos homens dizem ler nossas histórias para aprender o que não devem fazer - diz Roberta Carvalho, que começou a escrever sobre as situações (ou palhaçadas) que cruzavam seu caminho num blog, em 2002, ao lado das amigas Ana Paula Mattos e Nara Franco.

As três autoras estão solteiras, mas Roberta não vê relação entre seu estado civil e os textos irônicos sobre certas atitudes masculinas. Reconhece, porém, que os comentários maldosos batem nas mesmas teclas. - Somos sempre barangas mal-amadas, lésbicas raivosas ou simplesmente piranhas - conta.

O escritor Xico Sá, pioneiro em abordar os desencontros do "macho perdido" com "a fêmea que se acha", diz que é justamente esse o tipo de comentário que surge quando críticas do gênero vêm à tona numa mesa de bar. Em ambientes mais sóbrios, porém, ele classifica o ataque como uma "porrada pedagógica". - Precisávamos desse baque para nos tornarmos homens melhores - avalia Xico, que acaba de publicar a coletânea de crônicas "Chabadabadá" (Record), cujo título foi inspirado no tema do filme "Um homem, uma mulher", aquele mesmo, que virou "sábado ela dá, sábado ela dá..." na voz do povão. Assim como o título de seu livro, os textos de Xico, 47 anos e cinco casamentos desfeitos, são pontuados pelo humor escrachado. As histórias acabam se transformando em deliciosos relatos tragicômicos das questões vividas por homens e mulheres.

Outro que faz parte de seu time é o gaúcho Fabrício Carpinejar, vencedor do Prêmio Jabuti de literatura no ano passado, graças a "Canalha!", compilação de crônicas, muitas sobre a relação macho/fêmea. Seu novo livro acaba de sair do forno e chama-se "Mulher perdigueira" (Bertrand Brasil). Logo no primeiro texto, ele faz uma ode à mulher que seus amigos tanto reclamam: aquela que faz barraco e é possessiva. - Sou casamenteiro assumido e muito passional. Na minha casa, tudo vira crônica - lembra Carpinejar, um sujeito que diz adorar estender roupas e escolher um bom detergente para lavar a louça, mas sabe que seus hábitos podem ser mal interpretados pelas mocinhas irônicas de plantão. - Minha namorada vê isso tudo como neurose mesmo.

Apesar do tempero igualmente bemhumorado, alguns livros que exploram a guerra dos sexos ainda bebem na fonte dos manuais de autoajuda, que ensinam a fisgar a alma gêmea. Incluem frases de efeito, dicionários, passos e rótulos que denunciam comportamentos típicos do sexo oposto. A diferença é que, agora, os guias dão pistas de como identificar o inverso: sapos travestidos de príncipes. Entre livreiros e escritores experientes, porém, essas publicações não são vistas como obras literárias em seu sentido pleno. - Eles são encarados como livros de comportamento e humor. Mais que fonte de conselhos, fazem uma sátira das relações - diz Luciana Villas-Boas, diretora editorial do grupo Record.

Os próprios autores reconhecem o preconceito do meio. Ao enumerar 150 tiradas típicas dos homens que não querem nada sério, Cris Amorim, autora do "Manual amoroso da neurótica", preferiu usar um pseudônimo. Formada em Propaganda e cursando doutorado em Literatura Brasileira na UFRJ, ela escolheu o nome Luanna Luna para assinar o guia. - Por vir de outra área, não tenho uma postura tão rígida com o que é comercial. Mas achei que um livro como o meu, que traz análises cruéis sobre os homens, poderia me prejudicar em termos acadêmicos e afetivos - diz a autora, que conheceu um novo pretendente há dois meses, pasmem, na sessão de autógrafos do novo livro de Carpinejar.

É mesmo difícil acreditar que as mulheres mudaram da noite para o dia e desistiram de procurar relações estáveis. As estatísticas, aliás, mostram o contrário. De acordo com dados do IBGE, o número de casamentos cresceu 35% entre 1998 e 2008. Para a antropóloga Mirian Goldenberg, da UFRJ, esse boom literário reflete apenas o alto padrão de exigência delas hoje. Em suas pesquisas, as moças ainda sonham, sim, com um companheiro e filhos para criar: - Elas só levam mais tempo para realizar tudo isso. Em compensação, os homens estão usufruindo de companhias mais interessantes, não estão na pior. As mudanças estão apenas nos clichês.

*Fonte: jornal O Globo, matéria escrita por Silvia Rogar